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O que fazer, e o que não fazer com sua Bicicleta Motorizada 2 tempos

Mesmo depois de disponibilizarmos os mais diversos manuais, Fórum, comunidades no Facebook e no Orkut, Canal Bicimoto TV no YouTube e mesmo este Blog percebemos que algumas dúvidas em relação ao uso e manutenção das Bicimotos 2 Tempos permanecem… Então vamos de forma o mais simples possível tentar saná-las.

 

 

 

 

 

 

 

 

AMACIAMENTO

O processo de amaciamento pode ser meio “traumático” ou “frustrante” para alguns proprietários de bicicletas motorizadas de 2 tempos. Muitos, mal acabam de instalar o kit na bicicleta e querem sair andando, muitas vezes sem ao menos ler o manual de operação. Querem  experimentar toda a potência de sua recém montada bicicleta motorizada 2 tempos. É um tremendo erro acreditem.

Dois fatores devem ser considerados nos primeiros dias de uso. A mistura ar combustível que vem ajustada rica de fábrica. A maior quantidade de óleo 2 tempos que deve ser misturada a gasolina nestes primeiros 500 Km de uso. Estes dois fatores somados ao enorme atrito entre as partes internas de um motor zero quilômetro são os responsáveis por algumas dificuldades que vocês compreenderão melhor depois desta leitura.

MISTURA MAIS RICA, MAIS ÓLEO 2 TEMPOS MISTURADO À GASOLINA

A mistura mais rica é proposital. Se por um lado aumenta um pouco o consumo e tende a enxarcar a vela em condições normais de uso por outro lado protege o motor contra super aquecimento e problemas decorrentes de falta de lubrificação. Os 63 Ml de óleo misturados por litro de gasolina comum (primeiros 500 Km) são necessários devido justamente a maior necessidade de lubrificação durante o amaciamento. Devemos nos lembrar que nos motores 2 tempos o único óleo disponível para lubrificação do motor é aquele que misturamos à gasolina ao contrário dos motores de 4 tempos que são equipados com compartimentos específicos para o armazenamento do óleo lubrificante.

COMO ENTÃO DEVO AMACIAR O MOTOR?

Suavidade e paciência são as palavras chave. A bicicleta motorizada 2 tempos pode ser utilizada normalmente durante o período de amaciamento. Mas sem exageros como aceleradas bruscas, ladeiras excessivamente ingrimes, “testes ” de força ou velocidade máxima. Garupa então nem pensar. Uma bicicleta motorizada 2 tempos deve ser utilizada apenas pelo o piloto.

Caso pretenda cobrir uma distância relativamente grande tente dividir o percurso em 3 ou 4 etapas com intervalos para que o motor esfrie. Lembre-se de pedalar nas arrancadas o que ajudará não apenas a melhorar o consumo mas também poupará o motor e a embreagem de desgaste.

COMO VOU SABER QUANDO O MOTOR ESTIVER AMACIADO?

É absolutamente necessário instalar um velocímetro em sua bicicleta motorizada 2 tempos. Pode ser analógico ou digital, mas precisa ser instalado justamente para que você possa saber quando completará os 500 Km do amaciamento bem como descobrir a autonomia de sua bicicleta motorizada 2 tempos que dependerá muito mais de sua forma de conduzi-la do que qualquer outra questão.

MAS MEU MOTOR ESTÁ COM A MARCHA LENTA IRREGULAR E MORRE COM FACILIDADE

A marcha lenta irregular nos primeiros dias de uso se deve muito mais à maior quantidade de óleo 2 tempos do que ao amaciamento em si. A marcha lenta pode ser acelerada girando-se o parafuso com mola que fica do lado esquerdo no carburador no sentido horário. Com o passar dos dias e um pouco mais de prática na condução de sua bicicleta motorizada 2 tempos será cada vez mais raro, por exemplo, o motor morrer nas arrancadas. Novamente tenha paciência pois a prática virá com o uso.

AHHH MAS MEU MECÂNICO DISSE QUE SE EU NÃO ACELERAR FORTE DURANTE O AMACIAMENTO O MOTOR FICARÁ PRESO

Mito. Cumprir corretamente o amaciamento irá prolongar a vida útil de seu motor em todos os sentidos. Se for necessário acelerar um pouco mais para uma ultrapassagem ou vencer um aclive mais acentuado vá em frente. Mas volte a uma velocidade de cruzeiro em torno de 30 a 35 Km/h o mais rapidamente possível.

MEU AMIGO MEXEU NA MISTURA AR COMBUSTÍVEL E A MOTORIZADA DELE ESTÁ MAIS ESTÁVEL DO QUE A MINHA

Erro. A mistura sai de fábrica propositalmente rica (3º sulco de cima para baixo na agulha do carburador) e é assim que deve ficar por pelo menos 500 Km. Após o amaciamento, e apenas após é possível empobrecer ou enriquecer a mistura de forma a acertar definitivamente a carburação.

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A evolução das bicicletas elétricas

Em 1890, o departamento de patentes dos Estados Unidos recebeu inúmeros pedidos de registro de patente para bicicletas elétricas. Por exemplo em 31 de Dezembro 1895 Ogden Bolton Jr recebeu a patente de número  U.S. Patent 552,271 que era relativa a uma bicicleta elétrica com motor de 6″ que podia extrair até 100 amperes de uma bateria de 10 Volts. Este modelo não contava com marchas e era extremamente rústico. Acabou reconhecida oficialmente como a primeira bicicleta elétrica da história.

Os sensores de torque e aceleradores eletrônicos que conhecemos hoje foram desenvolvidos e patenteados apenas em 1990.

Existem registros de que a fabricação de bicicletas elétricas cresceu entre 1993 e 2004 mais de 35%.

Já em relação às bicicletas normais os registros de 1995 apontam queda acentuada em relação aos mais de  107 milhões de unidades que haviam sido comercializadas no ano anterior. E esta queda foi a primeira registrada na história.

Muita coisa mudou (mesmo) de 1895 para cá… As baterias de chumbo ácido começaram a dar lugar a baterias de tecnologia mais avançada e “limpa” como NiMH (Níquel Metal Hidreto), NiCd (Níquel Cádmio) e/ou Li-íon (Íons de Lítio). Tempos menores de carga, maior autonomia, maior durabilidade, menor peso e ausência do efeito de “memória de carga”.

Exemplo de uma bicicleta elétrica da década de 90…

 

 

 

 

 

 

 

Aqui uma bicicleta elétrica de 2012…

 

 

 

 

 

 

 

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Bicicletas Antigas e Clássicas

Sou fã das bicicletas… Considero-as um dos maiores inventos já criados pelo homem e um dos únicos que nos dá mobilidade utilizando apenas nossa força…

Sem dúvidas as bicicletas evoluíram muito nos últimos 100 anos. Novas tecnologias e os modernos materiais de construção (plástico, fibra de carbono, bambu, Kevlar etc.)  tornaram-nas mais leves, mais rápidas e muitas vezes mais caras…

Nos modelos que encontramos hoje a venda itens como paralamas, campainhas, protetores de corrente, espelhos retrovisores, caixas de ferramentas, dínamos, faróis e até bagageiros tornaram-se “descartáveis” pelo menos na visão da grande maioria daqueles que as fabricam. Muitas das marcas nacionais e internacionais mais famosas deixaram de produzir bicicletas pois mudaram de ramo ou simplesmente encerraram suas atividades…

Marcas consagradas como Göricke, Hercules, Excelsior, Wanderer, Philips, Mercswiss e Mercur para citar apenas algumas das clássicas, deixaram de ser fabricadas a décadas… Veja a propaganda original de algumas delas…

Aqui uma da Raleigh… Seria ela mais rápida do que um leão?

 

 

 

 

 

 

 

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