A evolução das bicicletas elétricas

Em 1890, o departamento de patentes dos Estados Unidos recebeu inúmeros pedidos de registro de patente para bicicletas elétricas. Por exemplo em 31 de Dezembro 1895 Ogden Bolton Jr recebeu a patente de número  U.S. Patent 552,271 que era relativa a uma bicicleta elétrica com motor de 6″ que podia extrair até 100 amperes de uma bateria de 10 Volts. Este modelo não contava com marchas e era extremamente rústico. Acabou reconhecida oficialmente como a primeira bicicleta elétrica da história.

Os sensores de torque e aceleradores eletrônicos que conhecemos hoje foram desenvolvidos e patenteados apenas em 1990.

Existem registros de que a fabricação de bicicletas elétricas cresceu entre 1993 e 2004 mais de 35%.

Já em relação às bicicletas normais os registros de 1995 apontam queda acentuada em relação aos mais de  107 milhões de unidades que haviam sido comercializadas no ano anterior. E esta queda foi a primeira registrada na história.

Muita coisa mudou (mesmo) de 1895 para cá… As baterias de chumbo ácido começaram a dar lugar a baterias de tecnologia mais avançada e “limpa” como NiMH (Níquel Metal Hidreto), NiCd (Níquel Cádmio) e/ou Li-íon (Íons de Lítio). Tempos menores de carga, maior autonomia, maior durabilidade, menor peso e ausência do efeito de “memória de carga”.

Exemplo de uma bicicleta elétrica da década de 90…

 

 

 

 

 

 

 

Aqui uma bicicleta elétrica de 2012…

 

 

 

 

 

 

 

Como podemos observar nos dois exemplos a principal diferença está nas baterias e no tamanho dos controladores. As baterias de 20 anos atrás eram mais parecidas com as baterias utilizadas em automóveis e as de hoje são tão discretas que mal são precedidas nesta e-Bike  da Audi. Grande parte da sensível melhora no desempenho, autonomia e durabilidade vieram do emprego de materiais cada vez mais leves e resistentes como fibra de carbono, alumínio, plástico e até (pasmem) bambu.

Antes era difícil nos depararmos com bicicletas elétricas, mas hoje basta um passeio em qualquer centro urbano para nos depararmos com uma enorme variedade de e-Bikes. masculinas, femininas, infantis e até com vocação para o off-road e a prática de ciclo turismo. Motores elétricos são vistos em triciclos e bicicletas cargueiras e até em riquixás.

É um caminho sem volta? Sim. Com os olhos cada vez mais voltados para a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais é natural que busquemos formas de transporte e lazer menos agressivas ao meio ambiente. A popularização das bicicletas elétricas foi benéfica porque com isso os custos diminuíram e em muitas cidades ao redor do mundo é possível encontrar bicicletários com pontos de recarga inclusive alimentados por energia solar e/ou eólica.

Com autonomia cada vez maior, baterias carregando cada vez mais rápido e desempenho muitas vezes comparável a uma motocicleta de baixa cilindrada as bicicletas elétricas já não são mais vistas com a desconfiança inicial.

Seja na forma de kits que podem ser instalados em bicicletas convencionais como os comercializados pela Bicimoto ou bicicletas elétricas já montadas elas são sucesso de público ao redor do mundo.

Aqui o kit Bicimoto de 800 Watts…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Devo confessar que eu mesmo olhava para elas com certa desconfiança. Mas a 5 meses atrás quando adquiri a minha primeira bicicleta elétrica mudei radicalmente de opinião. Meu modelo tem apenas 250 Watts e 3 baterias de 12 Voltas – 15 Amperes o que já é suficiente para uma autonomia em torno de 45 a 50 Km. Velocidade máxima de 35 Km/h a um custo baixíssimo, silêncio absoluto e ZERO de emissões…

Acredite: Bicicleta elétrica. Você ainda terá uma…

 

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